Análise de falhas – um dever do IPT

Hamilton Lelis Ito, Jonas de Carvalho Gomes

Resumo

Desde o início dos anos 1900, tempo em que o IPT adquiriu o seu primeiro microscópio óptico para metalografia, a análise de falhas tem sido um dever que o IPT nunca deixou de cumprir. O termo análise de falhas tem um significado amplo, o objetivo agora, entretanto, é restringir o significado às análises realizadas visando à determinação das causas de fraturas ou trincas em componentes mecânicos e estruturas. Casos relacionados com perda da estabilidade de estruturas devido às deformações, ao desgaste e à corrosão generalizada, que também constituem falhas, não serão tratados neste artigo. Os engenheiros, normalmente, tentam projetar máquinas, motores e todo tipo de componentes mecânicos e estruturas para serem à prova de falhas. Para isso, a seleção do material, o processo de fabricação, a montagem e as recomendações de manutenção são cuidadosamente especificadas. A obediência a essas especificações, normalmente, previne falhas. Contudo, se um ou mais dos critérios especificados não for obedecido a possibilidade de ocorrência de falha aumenta. Além disso, há situações em que mesmo que todas as especificações tenham sido obedecidas, conforme prescritas, uma peça pode falhar e desencadear um acidente. Este artigo apresenta alguns casos de análise de falhas realizadas pelo IPT e as tendências para o futuro de aplicar técnicas de monitoramento a componentes mecânicos e estruturas, capazes de alertar possíveis falhas antes de elas ocorrerem.

 

Palavras chave: fratura, fadiga, sobrecarga, equilíbrio líquido/gás, calço hidráulico.

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Referências

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