Estudo de manchamento alaranjado em granito branco

Eduardo Brandau Quitete, Natasha da Silveira Pinto, Mírian Cruxên Barros de Oliveira

Resumo

O aparecimento de manchas alaranjadas é bem conhecido no setor de rochas de revestimento. Em geral os manchamentos são considerados resultado da remobilização de íons Fe2+ e deposição como Fe2(OH)3. Embora a explicação seja fácil e bem conhecida, é difícil a percepção da mancha sob microscópio óptico e mais ainda por microscopia eletrônica de varredura. Neste trabalho foi possível detectar concentrações de ferro remobilizado, inferir sua origem e entender o motivo da dificuldade de detecção do elemento ferro da mancha ao microscópio eletrônico. Os resultados indicam que o manchamento é, de fato, causado por ferro remobilizado de filossilicato, contendo este elemento (zinnwaldita), e depositado nos contatos entre os grãos minerais da rocha e em fissuras e clivagens dos minerais, principalmente em subsuperfície.

Texto completo:

PDF

Número de visualizações: 127

Referências

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. 2010. NBR 15845-1 Rochas para revestimento – Parte 1: Análise petrográfica. Rio de Janeiro. 2010. 4 p.

BATES, R.L.; JACKSON, J.A. (Eds.) 1980. Glossary of geology. 2 ed. Falls Church, American Geological Institute. 751 p.

CALEGARI, S.S.; SOARES, C. C. V.; HARTWIG, M. E.; MEDEIROS JÚNIOR; E. B.; MARQUES, R.A.; PONTELLO, M.. O Efeito do microfissuramento no desenvolvimento de patologias em rochas ornamentais: o exemplo dos granitos branco viena e branco itaúnas. Anuário do Instituto de Geociências, Rio de Janeiro, v. 42, n. 1 p. 514-524, 2019.

FRASCÁ, M.H.B.O. Estudos experimentais de alteração acelerada em rochas graníticas para revestimento. 2003. 282f. Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo. São Paulo, 2003.

FRASCÁ, M.H.B.O. Tipos de rochas ornamentais e características tecnológicas. In: VIDAL, F.W.H.; AZEVEDO, H.; CASTRO, N.F. (Eds). Tecnologia de rochas ornamentais, lavra e beneficiamento. Rio de Janeiro: CETM/MCTI. p. 45-98. 2013.

GOMES, I. P. Caracterização petrográfica e petroquímica dos granitos tardi a pós-tectônicos da região de Santa Quitéria-Ceará. 2006. 219f. Dissertação (Mestrado em Geologia). Centro de Ciências, Universidade Federal do Ceará. Fortaleza, 2006.

LE MAITRE, R.W. (Ed.). A classification of igneous rocks and glossary of terms: recommendations of the International Union of Geological Sciences - Subcommission on the Systematics of Igneous Rocks. Oxford. Blackwell Scientific Publications. 193p. 1989.

NEVES, B. B. B.; FUCK, R. A.; PIMENTEL, M. M. The Brasiliano collage in South America: a review. Brazilian Journal of Geology, v. 44, n. 3, p. 493-518, 2014.

QUICK, G.W.; SIRIVIVATNANON, V. Predicting iron staining of siderite-bearing microsyenites intended for dimension stone use. In: Construction and Building Materials v. 22, p. 257–263, 2008.

RIEDER, M.; CAVAZZINI, G.; D’YAKONOV, Y. S.; FRANK-KAMENETSKII, V. A.; GOTTARDI, G.; GUGGENHEIM, S.; KOVAL, P.W.; MÜLLER, G.; NEIVA, A. M. R.; RADOSLOVICH, E. W.; ROBERT, J.; SASSI, F. P.; TAKEDA, H.; WEISS, Z.; WONES, D. R. Nomenclature of the micas. Clays and Clay Minerals, v. 46, n. 5, p. 586-595, 1998.

WINKLER E.M. Natural rust on stone. In: Stone. Applied Mineralogy, Vienna, vol 4. 1975.

Apontamentos

  • Não há apontamentos.